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DICAS  E  PERGUNTAS  SOBRE  LUBRIFICAÇÃO AUTOMOTIVA

      O período de troca de um lubrificante não é definido pela Menzelub ou por qualquer outro fabricante de óleo lubrificante, mas sim pelos fabricantes dos veículos (o “Manual do Proprietário” e soberano e deve ser seguido).     Nesta seção você pode esclarecer alguns conceitos errados amplamente divulgados, que pode ocasionar em uma lubrificação deficiente e até mesmo imprópria.

 
 
1) Qual o significado das siglas que vem nas embalagens de Lubrificantes (SAE, ISO, API, ACEA, JASO, NMMA, CCMC)?

São siglas de entidades internacionais que são responsáveis pela elaboração de uma serie de normas para a classificação dos lubrificantes, de acordo com seu uso. Para que o consumidor possa identificar se o óleo atende às exigências de seu equipamento, consultando seu manual.

SAE – Society of Automotive Engineers

A.1 – SAE para óleos de motores

Desenvolveu um sistema de classificação baseado nas medições de viscosidade.   Este sistema estabeleceu 11 tipos de classificação ou grau de viscosidade para óleos de motores: SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 20, 30, 40, 50 e 60.     O “W” que se segue ao grau de viscosidade SAE significa inverno (Winter) e indica que um óleo para temperaturas frias.  Quando a classificação SAE não inclui o “W” indica que o óleo e para uso em temperaturas mais altas.  E estes óleos SAE 20, 30, 40 e 50 devem ter o valor adequado quando medidos a 100ºC.
O desenvolvimento dos melhoradores de índice de viscosidade possibilitou a fabricação dos óleos de múltipla graduação (óleo multigrau) e de primeira qualidade. Desta forma, um óleo multigrau SAE 20W40, 20W50, 5W40 se comporta a baixa temperatura como um óleo 20W, 5W reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e em alta temperatura se comporta como um óleo SAE 40, 50, tendo uma ampla faixa de utilização.

A2 – SAE para óleos de engrenagens

Este sistema estabelece graus de viscosidade com letras W e sem W: SAE 70W, 75W, 80W. O “W” (Winter)  que segue ao grau de viscosidade SAE significa inverno e informa que o óleo e indicado para temperaturas frias.  Assim os óleos que tem a designação “W” devem ter um valor de viscosidade adequado quando medido nas temperaturas baixas.  A classificação SAE que não incluem o “W” define graduação de óleo para uso em temperaturas mais altas.  As viscosidades destes óleos são SAE 80, 90, 140 e 250 e devem ter o valor adequado quando medidos a 100ºC.
Estas classificações são usadas normalmente em transmissões mecânicas e diferenciais de veículos leves e pesados.

ISO  - International Standards Organization

Classifica os óleos de acordo com a sua viscosidade na unidade de medida centistokes (cSt) à 40ºC.  Os valores variam de 2 a 1500 cSt e na tabela ISO 4406 , o mesmo grau é correlacionado com o valor da sua viscosidade, com tolerância de 10% para mais  ou para menos.  Exemplo: Um óleo ISO VG 100 ou simplesmente ISO 100 terá um valor de viscosidade a 40ºC entre 90 e 100 cSt.  As letras VG significam Viscosity Grade (grau de viscosidade).Se utiliza para óleos industriais.

API – American Petroleum Institute

São especificações que definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender.  Para carros de passeio, temos hoje os níveis API SF, SG,SH SJ, SL e SM(Brasil). O ”S” significa em inglês: Service Station ou Spark Ignition, e as letras por exemplo “F”, “J”, etc.. definem o desempenho.     Atualmente, o nível API SM é o mais avançado.
Para motores a diesel, a classificação no Brasil é atualmente API, CJ-4 CI-4, CH-4, CG-4, CF-4, CF, CE,CD.
A letra “C” significa comercial (commercial) e também compression ignition ; a outra letra define o desempenho.
A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissões mecânicas.

ACEA -  Association dês Constructeurs Européens de l’Automobile (antiga  CCMC).

A classificação européia associa alguns testes da classificação API, ensaios de motores europeus (Volksvagen, Peugeot, Mercedes Benz.) e ensaios de laboratórios.

JASO – Japanese Automobile Standards Organization

Define especificação para a classificação de lubrificantes para motores de 2  tempos, que define outros três níveis de desempenho: (FA, FB e FC, em ordem crescente de desempenho), sendo o nível FC o mais atual.

NMMA – National Marine Manufacturers Association.

Substituiu o antigo BIA (Boating Industry Association), classificando os óleos  lubrificantes que satisfazem suas exigências com a sigra TC-W, TC-W2 e TC-W3 (Two Cycle Water), aplicável somente a motores de popa de dois tempos. Atualmente encontramos óleos nível TC-W3 recertificado, que e o mais avançado do mercado, pois os níveis anteriores estão em desuso.

CCMC – Associação Européia de Fabricantes Automotivos.

Cujas normas quanto à qualidade e desempenho do óleo vigoraram até 1996. Teve as atividades enceradas, sendo substituída então pela ACEA

2) Qual a diferença entre as especificações API GL-4 e API GL-5 que são óleos para caixas de câmbio de automóveis?   Existe algum problema em se usar GL-5 ao invés do GL-4?

A especificação API GL-4 designa um serviço de engrenagens hipoides de carros de passageiros e outros equipamentos automotivos, operando sob condições de alta velocidade e baixo torque ou vice-versa.  O produto Menzelub para esta aplicação e Menzelub Hipóidal GL-4.
A especificação API GL-5 e designada também para engrenagens hipoides, operando sob condições de alta velocidade e cargas instantâneas (choque), situação encontrada em caixas de mudanças de caminhões e em eixos traseiros (diferenciais).    O produto Menzelub  para esta aplicação e Menzelub Gear GL-5.

A utilização de um óleo API GL-5 na transmissão ao invés do GL-4 poderá gerar problemas de engate e “arranhamento” durante a troca de marchas, comprometendo a vida útil da caixa de mudança. Este problema é decorrente do maior quantidade de aditivos dos óleos API GL-5 em relação aos API GL-4, o que interfere negativamente no funcionamento do mecanismo de sicronização das marchas.Deve-se obedecer a recomendação do fabricante da caixa.

 

3) Qual o significado de óleos Monoviscosos e Multiviscoso?

Óleos Monoviscoso: Há dois tipos de óleos monoviscosos: Os de inverno (acompanhado pela letra “W” (Winter) Exemplos: 10W, 15W, etc) e os de verão (Exemplos SAE 30, 40.).
Os de inverno têm sua viscosidade medida a temperaturas negativas; os de verão têm sua viscosidade medida a temperatura a 100ºC.  O produto Menzelub monoviscoso para esta aplicação e Menlub HD 10W e Lubmax MD 10W(inverno)   ou   Menlub MG SE SAE (30, 40 e 50),   Menlub HD SAE (30, 40 e 50) e Lubmax MD 3 SAE (30,40 e50) verão.

Óleos Multiviscosos:  A combinação de aditivos especiais e óleos básicos adequados permite que um óleo de inverno se comporte como óleo de verão quando operando em altas temperaturas.   Exemplo: um óleo 5W, medido a 100ºC, apresenta viscosidade de um óleo 40; então, será considerado um óleo multiviscoso 5W40, 20W40, 20W50, etc.   Os produtos Menzelub multiviscoso para esta aplicação e Premio SF 20W40 , Super Premio SJ 20W50, Extra Premio SL 20W50, Moto 4T 20W50, Super Diesel 15W40 CF-4, Special Visc 25W50 API CF, Super Turbo 15W40 CG-4, Extra Turbo 15W40 CI-4.

O uso de óleo multigrau em motores a gasolina e Diesel resulta em :
economia de combustível;
economia de óleo lubrificante (menor consumo de óleo)
maior durabilidade dos motores.

4) O que são “Serviço Leve” e “Serviço Severo”?

Leve: Ocorre quando o veiculo opera a maior parte  do tempo em percursos longos em que o motor consegue atingir e manter sua temperatura ideal de serviço, ou seja, estradas pavimentadas ou asfaltadas em percursos superiores a 15 Km.

Severo: São as condições em que se exige mais do motor e, também, dos demais componentes mecânicos do veiculo.
Exemplos:

Quando o percurso exige constante uso de marcha-lenta ou baixas rotações, como nos centros urbanos no anda-e-para dos sinais de transito.  Nestas condições há sempre passagem  de combustível não queimado para o Carter do veiculo,que num período prolongado pode comprometer a viscosidade do óleo.

Quando a maioria dos percursos não passa de 6 Km onde o motor não esta completamente aquecido.  Neste percurso o motor não consegue expelir pelo suspiro a água formada durante  o processo de combustão.

Quando o veiculo esta rebocando carretas ou trailers.

Quando o veiculo esta sendo utilizado como policia, táxi venda ambulante.

Quando o veiculo fica submetido a temperaturas elevadas durante períodos prolongados, aumentando o risco de gerar oxidação do óleo lubrificante como os veículos que são utilizados em competições.

5) O que e viscosidade?

A viscosidade e uma das mais importantes propriedades dos óleos lubrificantes.

Ela e definida como a resistência ao movimento que um fluido apresenta a uma dada temperatura.
6) Porque o óleo do motor fica escuro com o uso?

Para manter o motor limpo, o óleo deve manter em suspensão as impurezas que não ficam retidas no filtro, para que elas não se depositem no motor.  Sendo assim o óleo fica sujo e o motor limpo internamente por muitos e muitos quilômetros.  Se o óleo estiver preto ou cinza escuro no momento da troca, indica que ele está realizando a sua função.    O óleo deve ser trocado no período estabelecido pelo fabricante, quando não escurecer no caso de motores de ciclo Otto ou preto no motor de ciclo Diesel, não e um óleo adequado.

7) O óleo escuro é também mais grosso?

Este e um conceito errado. O óleo claro pode ser mais viscoso (grosso) do que um óleo escuro e vice-versa.

8) O óleo bom e aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição?
Não. A boa lubrificação e aquela em que o óleo lubrifica até o anel do pistão mais próximo da câmara de combustão onde esse óleo e parcialmente queimado, sendo consumido. Considera-se normal um consumo de até meio litro a um litro de óleo a cada mil quilômetros rodados, com carro de passeio, mas cada fabricante de motor especifica um consumo normal para seu motor, de acordo com o projeto.    É bom lembrar que todos os veículos tem consumo de óleo.
9) Quando devo trocar o óleo do motor?
Quando atingir o período de troca recomendado pelo fabricante do veiculo e que consta do “Manual do Proprietário”.     Os fabricantes dos motores vêm recomendando períodos de troca cada vez maiores, dependendo do tipo de serviço e da manutenção do carro.
10) O filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?

Sim. Normalmente, ela e feita a cada duas trocas de óleo.  Porem, já existem fabricantes que recomenda a troca do filtro a cada troca do óleo.
Os óleos com seus aditivos detergentes/dispersantes, carregam as sujeiras que iriam se depositar no motor.  Ao passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas e as menores continuam em
suspensão no óleo.  Chega um momento em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do óleo podendo causar falhas na lubrificação. A situação se agrava quando ocorre o bloqueio total do filtro de óleo, o que pode causar sérios danos ao motor.  O período de troca do filtro de óleo também e recomendado pelo fabricante do veiculo e consta do “Manual do Proprietário”.

11) Qual o nível correto do óleo do motor?

Ao contrário que a maioria das pessoas pensa, o nível correto se encontra entre os dois traços e não só no traço superior.  Se o óleo fica abaixo  do mínimo da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação.   No entanto, se o óleo fica acima do máximo da vareta, haverá aumento de pressão no carter,  podendo ocorrer vazamento e até ruptura de bielas, danificando o cabeçote, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de combustão sujando as velas e as válvulas, danificando também o catalisador no sistema de descarga do veiculo.     Deve se medir o nível de óleo do motor pelo menos após 5 ou 10 minutos depois do motor ter sido desligado para dar tempo ao óleo que esta nas partes mais altas do motor escorram para o cárter.

E muito importante que o nível seja verificado com o veiculo sobre uma superfície horizontal.  A leitura poderá ser incorreta se o veiculo estiver inclinado de algum modo.   Porém todos fabricantes coincidem em um ponto: o nível do óleo deve situar-se sempre dentro das marcas “máximo” e “mínimo” da vareta de verificação do nível.
12) O motor deve estar quente na hora da troca do óleo?
Sim, Porque quando o óleo esta quente, ele fica mais fino e tem mais facilidade de escorrer.
13) Quais as funções do óleo lubrificante no motor?

Os óleos para motor têm as seguintes funções principais para garantir ao motor perfeitas condições de operação e longa vida útil:

A - Reduzir a resistência causada pelo atrito (lubrificar).
      A1­- A viscosidade do óleo não deve ser excessivamente elevada para proporcionar fácil 
              bombeamento do óleo e conseqüentemente rápido circulação pelo motor.
      A2- O óleo deve oferecer baixa resistência ao movimento do motor para que este atinja a      
              rotação mínima necessária para partida (em torno de 60rpm).
      A3- O óleo deve proporcionar película lubrificante suficientes sob as mais elevadas
              temperaturas de operação para prevenir o desgaste prematuro do motor.

B - Proteger contra corrosão e desgaste.
      B-1 Durante as paradas e também em funcionamento a baixas temperaturas, as superfícies 
             metálicas devem ser protegidas contra a ação corrosiva dos produtos provenientes da 
            decomposição do combustível.

C - Ajudar na vedação.
      C-1 A ação de vedação do lubrificante no motor é necessária na área dos anéis de pistão, 
             principalmente quando o pistão se encontra no ponto motor superior. Deve contribuir
             para manter reduzido o desgaste dos anéis e não deve contribuir para formação de
            depósitos nas ranhuras dos anéis.

D - Contribuir para o resfriamento.
      D -1 Uma das funções importantes desempenhadas pelo óleo lubrificante nas mais diversas
             aplicações, não apenas no motor, é a de refrigerar.  No motor esta ação é necessária
             principalmente na área dos pistões e dos mancais.

E - Facilitar a eliminação de produtos indesejáveis (limpar e manter limpo o motor).
      E- 1 Durante o funcionamento do motor, os seguintes materiais entram no óleo: 
               poeiras atmosféricas, fuligem da combustão nos motores Diesel, sais de chumbo em
               motores a gasolina, resíduos de desgaste do motor, produtos orgânicos provenientes da
               queima de combustível e outros agentes poluidores.

F - Facilitar a partida.
      F-1  A viscosidade do óleo para motor e necessária na área dos anéis de pistão, quando o
               motor esta a temperaturas abaixo de 10ºC sem apresentar viscosidade excessivamente
               baixa sob a temperatura normal de operação.  Este objetivo e conseguido através da
               seleção do grau e do uso do óleo multigrau. Premio SF 20W40, Super Premio SJ
               20W50, Super Diesel 15W40, Special Visc SAE 25W50, Super Turbo 15W40,

               Extra Turbo 15W40 e Mult-turbo 15W40.
14) Posso misturar produtos de marcas diferentes?
A principio, os óleos automotivos existentes no mercado são miscíveis e  compatíveis entre si, não apresentando problemas quanto a  misturas, desde que se tome cuidado de misturar produtos de mesmo nível de desempenho API e de mesma faixa de viscosidade SAE. No entanto, a melhor alternativa ainda e evitar estas misturas, sempre que possível, de forma a permitir o melhor desempenho do óleo utilizado.
15) Um carro velho também pode usar um óleo de ultima geração, como por exemplo Extra Premio SL 20W50?
Sim. Você pode usar um óleo que possua um nível de desempenho superior ao recomendado pelo fabricante para seu motor.   O inverso e que não e recomendado.  No entanto, recomenda-se que, ao colocar este óleo superior, você realiza a troca do filtro de óleo e repita esta operação, em um intervalo menor do que o indicado pelo fabricante.  Isto se deve ao fato de que os óleos mais avançados limpam mais o motor e desta forma tendem a obstruir o filtro em um período mais curto.  Após este procedimento ser realizado, você pode voltar a seguir os períodos de troca usuais e garantir uma melhor lubrificação do seu veiculo com o óleo de nível superior.
16) Como devo escolher o óleo lubrificante para meu carro?

Você deve consultar o “Manual do Proprietário” na parte de manutenção quanto à viscosidade (SAE) e ao desempenho (API) ou verificar nas tabelas de recomendação disponível nos postos de serviço.

17) Devo adicionar algum aditivo ao óleo para melhorar o desempenho do meu motor?
Não há necessidade de adicionar aditivos complementares ao óleo. Os lubrificantes recomendados já possuem todos os aditivos necessários para atenderem perfeitamente ao nível de qualidade exigido.
18) O que significam os números (20W/40, 50 ) que aparecem nas embalagens de óleo?

Estes números (30, 40, 20W/40) correspondem à classificação da SAE (Society of Automotive Engineers). Que se baseia na viscosidade dos óleos a 100ºC, apresentando duas escalas: uma de baixa temperatura (de 0W até 25W) e outra de alta temperatura (de 20 a 60). A letra “W” significa “Winter” (inverno, em inglês) e ela faz parte do primeiro número, como complemento para identificação. Quanto maior o numero, maior a viscosidade, para o óleo suportar maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas sem se solidificar ou prejudicar a bombeabilidade.

Um óleo do tipo monograu só pode ser classificado em um tipo de escala (apresenta os graus 20W, 30, 40 ou 50). Já um óleo com um índice de viscosidade maior pode ser, enquadrado nas duas faixas de temperatura, por apresentar menor variação de viscosidade em virtude da alteração da temperatura. Desta forma, um óleo multigrau SAE 20W40 se comporta a baixa temperatura como um óleo 20W reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e em alta temperatura se comporta como um óleo SAE 40, tendo uma ampla faixa de utilização.
Uma outra especificação muito importante é o nível API (American Petroleum Institute).

Quando for usar um óleo em seu carro, consulte o manual e fique atento a estas especificações. Exemplos:

A – Premio SF SAE 20W/40 – API SF
B - Super Premio SJ SAE 20W/50 – API SJ
C - Extra Premio SL SAE 20W/50 – API SL
D- Extra Premio SL SAE 15W40(semi)-API SL
E- Extra Premio SL 0W40 (sintético)- API SL

19) Qual a diferença entre o óleo sintético e o mineral?  Eles podem ser misturados?
O lubrificante é composto por óleos básicos e aditivos. Sua função no motor é lubrificar, evitar o contato entre as superfícies metálicas e refrigerar, independentemente de ser mineral ou sintético. A diferença está no processo de obtenção dos óleos básicos. Os óleos minerais são obtidos da separação (físico-químicos) de componentes do petróleo, sendo uma mistura de vários compostos.

Os óleos sintéticos são obtidos por reação química, havendo assim maior controle em sua fabricação e por isso são produtos mais puros e melhor elaborados.
Não é recomendado misturar óleos minerais com sintéticos.

Óleos básicos apresentam naturezas químicas diferentes e a mistura pode comprometer o desempenho de sua aditivação, podendo gerar depósitos. Além disso, não e economicamente vantajoso, já que o óleo sintético e muito mais caro que o mineral e a mistura dos dois equivale praticamente ao óleo mineral, sendo, portanto um desperdício.
20) Posso aumentar o período de troca quando uso óleo sintético?
Embora os lubrificantes sintéticos possuam características de qualidade superiores, a maioria dos fabricantes de veículos ainda não diferencia os períodos de troca, caso se utilize óleos sintéticos ou minerais.  Recomendamos seguir a indicação do Manual do Proprietário para intervalo de troca.
21) O meu carro ficou parado muito tempo na garagem? Eu devo trocar o óleo?

Sim.  Quando o carro fica muito tempo parado na garagem ou só e usado alguns quilômetros por dia, pode ser que o motor esteja em más condições em conseqüência do tempo parado e dos curtos percursos percorrido que nunca deram ao motor a oportunidade para eliminar a água e combustível acumulado.  Somente após 15 km de percurso, aproximadamente, o óleo estará suficientemente quente para eliminar a água ou combustível volátil.   Quando o veiculo fica muito tempo parado ou percorre pequenos percursos e prejudicial ao motor, pois aumenta o potencial de corrosão interna do motor (mancais etc.).
Quando o veiculo e pouco utilizado, observar os seguintes limites de tempo, em substituição às quilometragens indicadas:

a – Trocar o óleo do motor a cada seis meses;
b -  Trocar o óleo da caixa de mudança e do diferencial a cada 12 meses.

Quando da troca do filtro e elemento filtrante  da direção hidráulica, sangrar o sistema, e inspecioná-lo quanto a vazamento.
22) Operações a serem executadas periodicamente quando das paradas nos postos de abastecimento:

Verificar o nível do reservatório do lavador do pára-brisa;
Verificar o nível do óleo do motor;
Verificar a pressão e desgaste dos pneus;
Verificar o nível da solução da bateria (somente com bateria normal);
Verificar o funcionamento do sistema de iluminação;
Verificar o nível do reservatório do fluido do freio;

Verificar o nível do reservatório do fluido da direção hidráulica.
23) Quando devo reduzir o período de lubrificação e manutenção?

Quando o veiculo transitar em condições desfavoráveis – estradas lamacentas, regiões de muita poeira.  
Verificar diariamente o estado do filtro de ar, quando seu veiculo transitar em regiões de muita poeira.

Quando usar um óleo que possua um nível de desempenho superior ao recomendado pelo fabricante do motor do seu veiculo (Ver as recomendações no item 15).
24) É possível medir a viscosidade do óleo pelo tato, com os dedos?
Muitos mecânicos acreditam que medem a viscosidade do óleo colocando uma gota de óleo entre o polegar e o dedo indicador e esfregando os dois.  Isto não é verdadeiro. Para medir a viscosidade de um óleo são necessário viscosímetros de alta precisão, operados por técnicos treinados.  As afirmações dos mecânicos de que o óleo “não tem liga” , “o óleo virou água”. não tem siginificado.
25) O óleo causou o defeito no motor?

Este é um dos maiores mitos na técnica de lubrificação.
Esta é uma alegação comum na área automotiva. É uma resposta comum de mecânicos que não estão esclarecidos quanto ao assunto lubrificante. Quando a alegação é feita normalmente, a inspeção do motor ou da máquina e a análise do lubrificante revelarão rapidamente as verdadeiras causas.

O lubrificante correto para a aplicação jamais causará qualquer dano ao motor.  Um motor pode fundir com o melhor óleo se este não chegar a ponto de lubrificação por obstrução ou por nível insuficiente no cárter da máquina.   Porem não se pode atribuir ao óleo a culpa pela falha mecânica.    É surpreendente o numero de motores que funcionam por longos períodos com lubrificante inadequados.  E inadmissível aceitar a afirmação de que o mecanismo avariou-se em conseqüência do uso de um lubrificante correto para a aplicação.  Um motor funde por falta de lubrificante, jamais quando lubrificado de alguma maneira.
26)  O motor do meu carro esta com “Batida de Pino”?

Detonação ou batida de pino é o barulho que se ouve quando o motor é submetido a um esforço maior, como subir uma ladeira ou quando o motor está desregulado – ignição muito adiantada.   O fenômeno ainda pode ocorrer quando a taxa de compressão do motor for excessivamente alta para o tipo de gasolina empregada.  Este é um ponto de freqüente controvérsia e há muitas noções errôneas.  Além do ruído irritante, a detonação resulta em sobre aquecimento, perda de potência e se prolongado poderá danificar o motor.

27) Taxa de Compressão
A taxa de compressão é a relação entre o volume de um dos cilindros do motor com seu pistão no ponto morto inferior (ou seja, totalmente "em baixo") e o volume da câmara de combustão correspondente (volume do cilindro com o pistão no ponto morto superior, ou seja, totalmente "em cima"), e indica quantas vezes o volume de mistura é comprimido antes de ocorrer a centelha da vela de ignição. Assim uma taxa de compressão de 9:1 por exemplo, indica que a mistura é comprimida 9 vezes.