Rodolpho Santos
Um piloto e seu ideal
A paixão pelo esporte é uma marca do jovem Rodolpho Santos, nascido no dia 10 de junho de 1988, na cidade goiana de Anápolis. Com uma personalidade forjada pelos valores da competição esportiva, o jovem piloto também cultiva a seriedade nos assuntos profissionais. Aliando estas duas caracteristicas, Rodolpho abraçou o automobilismo como o seu projeto de vida.
Rodolpho Santos descobriu o automobilismo aos 7 anos, quando ganhou do amigo Eduardo Brandão o equipamento [macacão, capacete, luvas, sapatilhas ... ] e decidiu começar a correr de kart. Logo descobriu sua identificação com a carreira, a ponto de, ainda jovem, deixar a família para morar sozinho em São Paulo, a capital da velocidade no Pais. "O Eduardo está muito mais para um verdadeiro irmão do que qualquer outra coisa", conta Rodolpho. "E acho que a minha entrada no automobilismo só poderia vir de alguém assim, da familia. Afinal, hoje, se tenho condições de prosseguir em minha carreira, com certeza devo muito disso à minha família que me apóia de forma incondicional".
Os anos no kartismo e a crescente amizade com pilotos e chefes de equipe do esporte levaram Rodolpho a sonhar mais alto. Hoje, ele está determinado a tornar-se piloto profissional de automobilismo nos principais centros do esporte, na Europa ou nos Estados Unidos. "Todo piloto que se preze quer ter carreira internacional", diz ele. "Como meus amigos, eu também quero seguir para a Europa. Este é o caminho mais natural para se chegar à Fórmula 1. O automobilismo norte-americano também é uma boa opção. Mas o caminho para as principais categorias, como a própria F1, é mais difícil via Estados Unidos. Por isso, minha prioridade é a Europa. Mas, claro, tenho primeiro que completar minha formação aqui no Brasil, na Fórmula Renault e, quem sabe, na Fórmula 3".
Tudo isso não seria possível se não fosse o prazer de acelerar que é marca registrada de todo legítimo piloto de competição. "Eu sempre gostei de andar no limite, sempre procurei me superar a cada treino", diz Rodolpho Santos. "É por essa característica que eu sempre apreciei muito mais pilotos como Ayrton Senna, que para mim é o exemplo máximo da busca dos limites pessoais. Há os que preferem os pilotos mais estrategistas, como o Alain Prost, mas eu acho que sou meio radical nesse sentido
Gosto mesmo é de acelerar tudo o que puder. Talvez isso mude no futuro. Sabe como é, a gente vai aprendendo e evoluindo, mas esse é o meu jeito de pilotar atualmente".
Mas um piloto completo não é exatamente aquele que acelera mais. Rodolpho concorda: "É preciso gostar muito da parte técnica, da engenharia. Senão, o piloto não consegue passar as informações para os engenheiros. Se não for capaz de fazer este comunicação, ele não é um profissional pleno, pronto para exercer sua função, que é ser o mais veloz na pista".
Como se vê, ser piloto profissional não é um objetivo fácil de ser alcançado. Mas
isso não incomoda Rodolpho Santos.
"Hoje, eu simplesmente não me vejo fazendo outra coisa na vida", conta ele. "Eu até entrei na faculdade de administração de empresas, mas acho que não sou do tipo de ficar trancado em um escritório. Houve uma fase, de uns dois anos, que fiquei afastado das corridas. Lembro que eu simplesmente não sabia o que fazer, me sentia meio sem rumo. Acho que é assim mesmo: quando a gente encontra uma carreira que ama, nada consegue substituí¬la. Acho que sou um grande felizardo por poder fazer o que gosto." |